terça-feira, junho 20, 2023

Que quero?

 MEFIBOSETE ESBOÇOS: Como ter uma vida espiritual saudavel

 Eu quero o amor
Não quero a dor
Eu quero o sol
Não quero a raiva
Eu quero o sempre
Não quero o medo
Eu quero o gosto
Não quero pouco
Eu quero a vida
Eu quero o querer
Quero até o não
Quero o céu
meu Deus

domingo, outubro 26, 2014

Tudo ou nada


Hoje
Vou fazer nada
Vestir calça furada
Andar de meia
Sentir os pés

Chega de seguir ordens das mãos
Quero o corpo todo
Quero a alma também
Minha e de alguém

Vou de vento em polpa
Pra lugares sujos
Sento no chão
E mastigo comida estranha

Cuspo e gosto
Volto e faço de novo
sumo, assumo
Vivo

Hoje
Vou fazer tudo
Lamber os calos
Feitos por Deus
na caminhada
no sonho
puros

Feira da vida


Fui na vida comprar um pouco de mim
Achei luz, fungos e incertezas

É assim mesmo,
Quando a gente pensa que é gente
A gente vira bicho...

Outro dia eu andei como bicho
Sem banho, sem tosa
Alguém me disse que queria rezar como eu

Na feira da vida
Quando não posso é que dou
Quando doou me perco

Me refaço, me amasso
Brigas interiores que me dão beleza
Clareza de fato
Atrás da parede escura
Atrás do medo

Quando eu canto, me encanto
acalmo
Me encontro

sexta-feira, abril 08, 2011

Pai


Pai
Idésio de Oliveira

Meu pai tem uma bicicleta velha e eu gosto,
não dela que eu vou de pé e enauseia-me nas curvas.

O cangote dele eu cheiro disfarçado num medo amigo.
Com meu pai, vou onde o mundo desbarranca,
onde as plantas espiam Deus descansando.

Meu pai tem uma bicicleta e a guia.
Não há brisa mais veloz que ele quando
desce a rua e grita:

“Segura...”

E eu grito com ele e fico brisa
pra levar-lhe bem seguro
a cheirar o cangote de Deus

terça-feira, fevereiro 01, 2011

Tranquilo, calmo e sereno


A poesia me pegou hoje
Ou será que eu a peguei?
Ela passou, eu avistei
Fui lá e fiz
Fiz o que é meu
Fiz eu mesmo
Me refiz em Deus

Chorei por dentro
Como só a gente sabe fazer
Pela consciência, consciência de tudo
Ou quase tudo
Mas de um tanto bom e perfeito

Não quero o tédio
Quero o amor para sempre
Quero a novidade diária de ser novo
E ser sempre eu mesmo
Nos meus amores e nas minhas dores

Não ter medo da hora
Viver cada instante, radiante
Sem remorsos, sem obrigações
A vida não me obrigada a nada
Só me convida

Eu aceito!
Aceito ser feliz
Aceito ser de Deus
Eu aceito ser tranqüilo, calmo e sereno

domingo, agosto 08, 2010

Pequeno Gigante

É que um dia
Eu pensei ser gente grande
Andei como gigante
Nas colinas de mim mesmo

Passeava feito cavalo alado
Voava pelos jardins fechados
Até que uma porta se fechou

Bem na minha frente
Trancada por correntes
Dizem que feita especialmente
Para barrar adultos orgulhosos

Donos da verdade
Reis de si
Uma espécie de poder em pessoa

O tempo passou
As correntes ainda estão lá
Muita coisa mudou em mim
Mas parece que ainda sou
Uma criança muito alta...

segunda-feira, março 15, 2010

Choro e poesia

Era fácil escrever
Eu chorava
E saia

Saia a letra
A palavra
Saia a cor

Agora sai nada
Dominado
Pela expectativa

Não me lembro
Quando a deixei
Entrar

Também não me lembro
da ultima vez
Que chorei de verdade

quarta-feira, setembro 23, 2009

Hoje...

Hoje tô meio sem poesia
Olho eu e vejo só eu mesmo
Mas gosto do que vejo
Por mais seco que pareça

Adélia,
Será Deus quem tirou o encanto?
Ou será que existe um outro tipo de canto?

Acho que sim...

O canto novo surge sempre de experiências novas
De poesias inspiradas em lugares nunca dantes navegados

Talvez eu esteja experimentando uma nova roupagem
Roupagem de realidade,
Roupagem de amor não-romântico
Roupa nova

Nova ou lavada com muitas lágrimas?

A minha roupa não é dessas que se lava
A minha roupa é cara
Só minha

Feita de linhas de sabores e tantas cores
Só minhas

Quando suja,
E quando lava,
Ela é outra

As lágrimas dão vida às dores
O sentido chega
E passa a morar ali

Cada dor um novo tom
Um novo corte

Cada amor um novo ardor
Um novo cheiro
Uma ressurreição de sentido

E assim me vejo
Sem poesia , mas tão cheio de vida

Parece que só mudou o foco
Hoje é Ele quem faz o poema

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Esperança...

Caminhando na luz da esperança
Olhei pra trás
Não te vi
Nem a mim

Sei que mergulhei
Numa espécie de porta
Que fechada é aberta
E aberta é vida

Lembrei-me de Paulo
Quis a entrega
Desejei a espera
Mas caí

Essa estrada
não acaba
Isso é queda de nada
Será?

No chão me oferto
Ainda mais sabendo
Que é próprio do amor
Se rebaixar...

domingo, janeiro 11, 2009

Gosto...

Esse é meu!
Não é de Adélia, nem de ninguém,
É meu!

É a minha vida que aparece agora
Como se fosse
A mais importante de todas

Eu não fumo, eu não bebo
Mas eu tenho problemas particulares

Eu sou meio tímido
Falo mentira
E, às vezes, gosto de ser

É...
Às vezes...

Tem dia que da vontade não
Dá um gosto solidão
Mas daquelas sem sentido, sabe?
Daquelas solidões acostumadas

Credo!

Mas é isso...

Tem horas que sou totalmente ateu
Tem horas que sou quase santo

Tem horas que eu entendo
E outras que simplesmente choro

Choro por bobagens
Pelos problemas de gente que nem conheço
E choro principalmente
Pelo desgosto de ser eu

Mas se briguei no começo
Não é porque gosto de mim?

Eu não entendo...

Eu me gosto e desgosto ao mesmo tempo
Com se fosse possível...

segunda-feira, dezembro 29, 2008

As forças e o Bem...

O desafio é maior
Mais até do que a dor


O desafio é conter a força
Conter não!
Transformar

Transformar o que ronda meu sim
O meu mesmo, a essência
A mudança que fala só

O disfarce que encontrado
Finge de pele, entranhada
Emoldurada na força de parecer

A força parece
Mas não é quase nada
Se não se sujeita
Ao sim da vida própria

O não que me chama
Pra cama sem sentido
É vazio, é muito pouco
É flor que nasce no balde

Eu prefiro a luta
Do sim ao avesso
Que busca o começo
Sem matar o não

Mas sabe que quem manda mesmo
É simplesmente
A imparcialidade do Bem...

terça-feira, novembro 25, 2008

Tudo escuro...

Tão escuro quanto eu mesmo
O profundo dos meus olhos

Onde passo, eu não vejo
Se sinto, não me renovo

A flor que doira no sol
vive de simples beleza

Eu procuro o imperfeito
Como forma de gentileza

Parece que não entendo
Que ser eu, ainda rarefeito

É simplesmente ser alguém

segunda-feira, outubro 06, 2008

Antes, muito antes...

É uma palavra que deseja ser proclamada,
mas ainda não foi inventada

É uma flor de algodão de uma roupa
que ainda não foi fabricada

É um vento que ainda é o movimento
Da raiz que sustenta a árvore..

É o verbo que pulsa dentro
Antes de dormir, antes de acordar

Esse verbo pulsa e vive...
Para sempre e desde o sempre...

sábado, abril 26, 2008

A noite da pulga...

Quem dorme
Com sono
Dorme?

O sono
Sem sono
Cansa?

A mente
Vazia
Pára?

A alma
Repleta
Chora?

A vida
Sem brilho
Morre?

Ou a vida
Sem morte
Brilha?

E o arco-íris?

Onde fica?

Medo
Das misturas
Não é morte?

Medo
Das misturas
Causa sono?

E preguiça?

Vem de onde?

Não é de berço?

Não é por causa daquela pulga
Que não dorme,
Que não vive,
Que não tem sono,
E quer me matar todo dia?

A pulga sem sono
Vira mostro...

sexta-feira, abril 11, 2008

Panela...

Era uma vez um banquete
Muitas panelas
E eu fiquei nelas...

domingo, fevereiro 17, 2008

Rádio-toca...

O rádio toca...
Alguém desliga
Ele insiste
Alguém desliga novamente

Pra que ser um rádio
Senão pra tocar?

Respiro melhor a brasa escondida
Diante de uma multidão
Que clama pelo claro

O fogo
Não morno
Não trevas

É que o som não parece ser luz
É apenas um barulho
Murmúrio, tolices
Que o mundo não quer ver

Sentir, ouvir, chorar
Tocar

E o rádio ainda toca...

domingo, fevereiro 10, 2008

Outro Universo...

Existe um universo que desconheço
E eu penso que vejo...

Mas é que existe um universo que desconheço
E eu ainda esqueço...

sábado, fevereiro 09, 2008

Uma outra história...

Queres salvar o mundo?
Deixa-te emocionar com um filme!
E o coração contará uma outra história...

sábado, janeiro 26, 2008

Vida simples...

Um pouco de angustia
Um pouco de dor
Que se transformam em amor

Sem explicação
Vida simples
Perfeita...

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Tristeza de amigo...

Hoje eu chorei

Descobri
Que amigo sabe
Mesmo sem saber
Da ultima vez que chorei

E eu nem sei
Se amigo ainda chora...

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Tudo de um lado...

Me julgam
Me defedem
Me matam
Me ressuscitam

Eu
Só existo no papel...

quinta-feira, janeiro 03, 2008

A morte da poesia...

Hoje eu acordei
Sem vontade de dormir
Parece que meus gritos
Calaram

Um negócio estranho...

A palavra shopping
Não me causa mais arrepio
É normal!

Meu travesseiro
Está tão duro

Cortinas claras
Ásperos calçados

Agora tem
Agora vejo
Tem um bilhete
Pregado no meu olho

Mataram-me?
Como assim?

É...
Assassinaram minha alma
Meus sonhos, senso
Gostos

Acabaram
Com as rosas, a beleza
A saudade

Não existe mais remédios
Médicos então, já eram
Era da perfeição

É...
Destruíram meu coração
De madrugada
Sem que eu percebesse

Como conseguiram?

Uma ciência nova que inventaram
Mas o que é que tem?

segunda-feira, dezembro 31, 2007

Aprendiz...

Fim de ano
Ultimo dia
do tempo
Que estudei

Fui um pouco chão,
mão,
pá e pão

Recebi
Ensinei

Talvez num poeta
Com jeito de profeta

Aprendi que muros
São muito fracos
Para minhas frases poemas

Elas entram nas casas
Pelo coração
E quando é assim
Não há ciência que tire

domingo, dezembro 30, 2007

Céu...

Emoção de desenho infantil
o céu?

sábado, dezembro 29, 2007

Que dia é o seu?

Ontem foi dia de mim
Dia de festa
Cadeia aberta
Riso solto
E memória sarada

Ontem foi dia de mim
Confissão
Um pouco de medo
Luz em penumbra
Mas muita beleza

Ontem foi dia de mim
E hoje também
Amanhã
Depois e depois...

Que dia é o seu?

quinta-feira, dezembro 27, 2007

Engano...

O problema é que pra fazer sentido
O mundo pensa que deve ser entendido...

vazio...

É realmente belo o vazio de nós mesmos
Mas corremos o risco de nos encantar com ele
E esquecer que um vazio muito mais vazio foi que fez...

quarta-feira, dezembro 26, 2007

Nova lei...

Pensando ser paciência
Plantei indiferença
Hoje colho ensinamento
e uma nova chance...

sexta-feira, novembro 16, 2007

Não seja bem-vindo!

Acho que o assunto não foi bem-vindo
Ou talvez eu não tenha sido bem-vindo no assunto

Ah, sei lá...

Acho que o diálogo não é feito de palavras
É feito de vida, vc não acha?

Eu posso falar a noite inteira,
E simplesmente não falar nada...

Ah, sei lá...

Porque as pessoas têm tanto medo de serem elas mesmas?

Ah, sei lá...

O que sei é que o chamado é muito mais profundo...
É pra viver no mundo...
O tempo todo e em todo lugar...

Sei também que a graça me basta!

quinta-feira, outubro 25, 2007

ó doce fraqueza...

Ó doce fraqueza
Verdadeira
De mim
De nós, de todos...

Tanto não falo de ti
Nem falo de nada
Pois ignoro teu saber
Por temer?

Temer o que?

Não te exponho
Eu te escondo
Até de mim mesmo
Não suporto erros

Limites não vejo
Quero mais os horizontes
Mesmo que falseados
Mesmo de areia fina

Não entendo
Que sem ti, ó fraqueza verdadeira
Eu sou metade

Metade eu,
Aleijada de quem verdadeiramente sou
Eu, minhas fraquezas e franquezas...

Simples criatura
Forte no tempo real
Que fala a verdade...