segunda-feira, dezembro 29, 2008

As forças e o Bem...

O desafio é maior
Mais até do que a dor


O desafio é conter a força
Conter não!
Transformar

Transformar o que ronda meu sim
O meu mesmo, a essência
A mudança que fala só

O disfarce que encontrado
Finge de pele, entranhada
Emoldurada na força de parecer

A força parece
Mas não é quase nada
Se não se sujeita
Ao sim da vida própria

O não que me chama
Pra cama sem sentido
É vazio, é muito pouco
É flor que nasce no balde

Eu prefiro a luta
Do sim ao avesso
Que busca o começo
Sem matar o não

Mas sabe que quem manda mesmo
É simplesmente
A imparcialidade do Bem...

terça-feira, novembro 25, 2008

Tudo escuro...

Tão escuro quanto eu mesmo
O profundo dos meus olhos

Onde passo, eu não vejo
Se sinto, não me renovo

A flor que doira no sol
vive de simples beleza

Eu procuro o imperfeito
Como forma de gentileza

Parece que não entendo
Que ser eu, ainda rarefeito

É simplesmente ser alguém

segunda-feira, outubro 06, 2008

Antes, muito antes...

É uma palavra que deseja ser proclamada,
mas ainda não foi inventada

É uma flor de algodão de uma roupa
que ainda não foi fabricada

É um vento que ainda é o movimento
Da raiz que sustenta a árvore..

É o verbo que pulsa dentro
Antes de dormir, antes de acordar

Esse verbo pulsa e vive...
Para sempre e desde o sempre...

sábado, abril 26, 2008

A noite da pulga...

Quem dorme
Com sono
Dorme?

O sono
Sem sono
Cansa?

A mente
Vazia
Pára?

A alma
Repleta
Chora?

A vida
Sem brilho
Morre?

Ou a vida
Sem morte
Brilha?

E o arco-íris?

Onde fica?

Medo
Das misturas
Não é morte?

Medo
Das misturas
Causa sono?

E preguiça?

Vem de onde?

Não é de berço?

Não é por causa daquela pulga
Que não dorme,
Que não vive,
Que não tem sono,
E quer me matar todo dia?

A pulga sem sono
Vira mostro...

sexta-feira, abril 11, 2008

Panela...

Era uma vez um banquete
Muitas panelas
E eu fiquei nelas...

domingo, fevereiro 17, 2008

Rádio-toca...

O rádio toca...
Alguém desliga
Ele insiste
Alguém desliga novamente

Pra que ser um rádio
Senão pra tocar?

Respiro melhor a brasa escondida
Diante de uma multidão
Que clama pelo claro

O fogo
Não morno
Não trevas

É que o som não parece ser luz
É apenas um barulho
Murmúrio, tolices
Que o mundo não quer ver

Sentir, ouvir, chorar
Tocar

E o rádio ainda toca...

domingo, fevereiro 10, 2008

Outro Universo...

Existe um universo que desconheço
E eu penso que vejo...

Mas é que existe um universo que desconheço
E eu ainda esqueço...

sábado, fevereiro 09, 2008

Uma outra história...

Queres salvar o mundo?
Deixa-te emocionar com um filme!
E o coração contará uma outra história...

sábado, janeiro 26, 2008

Vida simples...

Um pouco de angustia
Um pouco de dor
Que se transformam em amor

Sem explicação
Vida simples
Perfeita...

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Tristeza de amigo...

Hoje eu chorei

Descobri
Que amigo sabe
Mesmo sem saber
Da ultima vez que chorei

E eu nem sei
Se amigo ainda chora...

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Tudo de um lado...

Me julgam
Me defedem
Me matam
Me ressuscitam

Eu
Só existo no papel...

quinta-feira, janeiro 03, 2008

A morte da poesia...

Hoje eu acordei
Sem vontade de dormir
Parece que meus gritos
Calaram

Um negócio estranho...

A palavra shopping
Não me causa mais arrepio
É normal!

Meu travesseiro
Está tão duro

Cortinas claras
Ásperos calçados

Agora tem
Agora vejo
Tem um bilhete
Pregado no meu olho

Mataram-me?
Como assim?

É...
Assassinaram minha alma
Meus sonhos, senso
Gostos

Acabaram
Com as rosas, a beleza
A saudade

Não existe mais remédios
Médicos então, já eram
Era da perfeição

É...
Destruíram meu coração
De madrugada
Sem que eu percebesse

Como conseguiram?

Uma ciência nova que inventaram
Mas o que é que tem?