terça-feira, fevereiro 27, 2007

Fé...

É porque a minha natureza
Suficiente pra se consumir
Pode vencer ela própria

Quanto mais natural
Mais espiritual

formas...

Homem
Ser impaciente
Racional
Pensante
Inteligente
Espiritual
Errante
Amante
Distante
Carne
Sonho
Choro
Cruz
Luz
Amor
E ódio!

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Erros...

Dentre meus erros
Os piores são os que não tento acertar

Ou se tento
Não tento novamente

Ou se tento novamente
Finjo que acertei

A vida...

A vida é meio reta
Meio curva
E meio bola-de-sabão

Quase fracasso...

Mil vezes
Digo agora
Tão poucas
Faço a hora

Eu sou pra ser
Ou pra querer?

Pra viver
Ou pra prever?

Pra sentir
Ou pra fugir?

Pra negar
Ou para amar?

O fracasso me persegue
Mas eu também o persigo
Com minhas mãos frouxas
E meu olhar vazio

Ânimo!
Cadê? Onde? Porque?
Tudo escuro
Ou melhor
Quase tudo

Ilusão e fim...

Ilusão chega ao fim

A luta é peso
E eu desejo

Espero
A nego
E a renego

Volto ao começo
Mas eu sempre volto

Quero ir
No vai e vem da força
De quem não desiste
Enfrentar o que é real
Não pelo irreal

Viver a perfeição da tentativa
Da harmonia
Do desassossego
E da eterna aliança

E na esperança esperar
Confiar no abandono
Amar
Ser humilde

Doer, chorar, ganhar e perder
Tudo sei de cor
Só não sei dar nó
Na vontade de não saber

Se eu pudesse te dizer
Tudo que penso
Não pensaria nada disso

Pela vergonha
Pelo orgulho
Pela maldição das minhas ações

Sou um ser errante
Inconstante
Desconfiante
E desconfiado

Maltratado pelo medo
Pela noite
E pela simples brisa

Ah! Como eu queria
Andar de barriga
Não precisar me olhar

É triste demais
Ver que sou
Exatamente o que não sou

Ver que tenho
Muito pouco do que tenho

Ver que choro
Por choro à toa
Pesadelos que criei
E não apaguei

Ah! Como eu queria
Desmanchar um pouquinho que fosse
Daquela mancha horrível
Que está ali

Ver além
Tão além
Que me estacionaria na realidade
E viveria de verdade