terça-feira, janeiro 30, 2007

Me rendo...

É que quando eu não espero
Você chega e me conquista
Num jeito doentio de amar perfeitamente
Loucura abstrata demais pra minha cabeça

Pousa como uma mosca em prato d’agua
Tateia com certeza do que quer
Tão livre que chega a doer

Você é e não tem jeito
Por mais que eu não mereça
A sua insistência transforma minha vida
E os meus passos já sabem onde querem pisar

arte...

A arte não é assim!
é mais de nãos
...

Rabisco...

Já é tarde
Escura
Tipo noite
Sem brilho
Sem riso
Sem mão
Sem chá

Já é tarde
Pra olhar
Sonhar
Com o que foi
Se virá
Hoje

Já é tarde
Sou seu
És meu
rabisco
E vivo

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Isso é morte...

Meu avô morreu!
Estranho...
Mas parece que ele
Tá mais vivo do que eu

É uma sensação de esperdício
Vida parada, estacionada
Que busca o amanhã e nada mais...

Isso é sono ou é o que?
Isso é morte...

sábado, janeiro 13, 2007

Escasso o tempo...

Amanhã é outro dia
E já são 1:36h de hoje

A vida parece parada
Gelo seco, tarde sombria
Luz meio longe
Som tão distante

Para que dias nublados?

Eu não entendo
Só sei que o sol brilha
Ah! Como brilha...

Brilha que chega doer
Meu pecado, minha culpa
Minha ausência

Miséria enfeitada de beleza rara
Remédio requerido, medido
Salvação oferecida
e conversão muito lenta

terça-feira, janeiro 09, 2007

PASSO a bola...

Passo a bola
E ela rola
Como nunca antes
havia rolado

Rola num passo
meio apertado
de gente que não quer
perder o tempo

Rola como se soubesse
muito antes de ser bola
a arte da perfeita rolagem

Rola feio bola
verdadeira bola
que só rola assim tão pura
quando eu a passo

Não sei porque
antes eu não a passava

Talvez rolasse em mim mesmo
Nunca esperança cega
de ser uma bola presa e feliz

Mas não sou e não é

Sou gente
Que nasceu pra passar a bola
Sem medo
e aberto a encontrar um sentido
na sua graciosa rolagem

E a bola
Não pensa, não fala e não anda
Apenas vai...
num jeito que chamo rolar