sexta-feira, abril 20, 2007

Eu sei de tudo...

Eu conheço alguém que já comeu shampoo
Chorou de frio e caiu de um cavalo

Conheço alguém que já desejou tristeza pra outra pessoa
E hoje não sente mais remorso

Eu me conheço
Eu sei até onde eu consigo ir...
Ou melhor
Sei até onde eu não consigo ir...
Então,
Eu sei de tudo
Ah, se sei...

Sei até que sei de tudo!
Hehehehehehe...

quinta-feira, abril 12, 2007

Outro sono...

Hoje,
Eu não vou escovar os dentes!

Hoje,
Eu pequei

Hoje,
E todos os dias
Eu pequei

Hoje,
Eu vou dormir desse jeito...

Sem dar boa noite
Sem camisa
Sem cobertor

Só com minha pele
Arrependida
Ardida
De dor

Hoje,
Eu não vou desligar o computador
Vou entender que o mundo
Me domina
Ainda que eu não queira

Hoje,
Eu não vou sonhar com nada
Nem vou dar faxina
Nos meus pensamentos

Vou ficar calado
Até pegar no sono

Hoje,
Vai ser diferente
Não vou pra cama com a esperança
Totalmente parcial
De ser melhor

Hoje,
Vou fechar os olhos ao lado da certeza
De que amanhã
Terei um diferente amanhã...

Outros ares
Outros perdões
Outros defeitos
Outras descobertas
Outra Graça...

sono de conversão...

Alguém já dormiu
Sabendo como iria
Acordar
No outro dia?

domingo, abril 08, 2007

pequeno poder...

Agora me sinto pequeno
Mas tão pequeno
Que chego a não me sentir

Parece uma santidade repentina
Uma total ação divina
Um domínio do céu

Peraí!
Passou...
Voltei a me sentir...

Foi só um ensaio
Do que serei
Do que verei
E viverei

Ah...
Nele, eu tudo posso
O que realmente posso!

As outras coisas...
Eu senti que não faziam parte de mim!
Simplesmente...

domingo, abril 01, 2007

Espero aquela dor...

Eu espero pela dor
Não aquela que me destrói e espalha meus pedaços
Por lugares tão distantes que não mais os encontro

Espero aquela dor que me faz nada
Que me desconstrói construindo
Aquela dor de existência
Dor de consciência leve

Dor de santidade
De minha imagem revelada
E alterada pela graça

Dor com razão de ser sentida
Dor de dor diminuída
De paz esculpida...

Agora sou poeta...

Acho que agora sou poeta
Descobri que as palavras não dizem quase nada
Aprendi a ler o cansaço e o desejo de vida nos espaços dos símbolos
Nas gotículas transpiradas no papel ou na tela do computador

Poeta não sabe ler nem escrever
Poeta só sente, só chora, só vive e, às vezes, dorme.

Poeta não sabe amar
Sabe apenas desejar ciente de que seu desejo
É o mais profundo desejo da humanidade inteira

O poeta não sabe terminar
Ele continua a escrever no branco da vida
Seu lápis é a pobreza de sua alma
É a lágrima que vence o orgulho

Sua inspiração é a própria vida escondia
Numa vida de vontades e paixões que dizem tão pouco


Descobri que agora sou poeta
Contradizendo tudo que entendo sobre o prazer
Já que sofro,
E sou a pessoa mais feliz do mundo...