Existem palavras que me informam, mas eu prefiro as palavras que me transformam... Desabafos velados em frases tão comuns, mas que no fundo revelam-me o sentido de quem sou e um pouco da vida... Pois Deus ultrapassa todo e qualquer entendimento, habita na experiência concreta, na abertura de um coração. Nesse blog está presente o que, talvez, conheço de mim mesmo e o que penso conhecer do céu...
segunda-feira, dezembro 31, 2007
domingo, dezembro 30, 2007
sábado, dezembro 29, 2007
quarta-feira, dezembro 26, 2007
sexta-feira, novembro 16, 2007
Não seja bem-vindo!
Acho que o assunto não foi bem-vindo
Ou talvez eu não tenha sido bem-vindo no assunto
Ah, sei lá...
Acho que o diálogo não é feito de palavras
É feito de vida, vc não acha?
Eu posso falar a noite inteira,
E simplesmente não falar nada...
Ah, sei lá...
Porque as pessoas têm tanto medo de serem elas mesmas?
Ah, sei lá...
O que sei é que o chamado é muito mais profundo...
É pra viver no mundo...
O tempo todo e em todo lugar...
Sei também que a graça me basta!
Ou talvez eu não tenha sido bem-vindo no assunto
Ah, sei lá...
Acho que o diálogo não é feito de palavras
É feito de vida, vc não acha?
Eu posso falar a noite inteira,
E simplesmente não falar nada...
Ah, sei lá...
Porque as pessoas têm tanto medo de serem elas mesmas?
Ah, sei lá...
O que sei é que o chamado é muito mais profundo...
É pra viver no mundo...
O tempo todo e em todo lugar...
Sei também que a graça me basta!
quinta-feira, outubro 25, 2007
ó doce fraqueza...
Ó doce fraquezaVerdadeira
De mim
De nós, de todos...
Tanto não falo de ti
Nem falo de nada
Pois ignoro teu saber
Por temer?
Temer o que?
Não te exponho
Eu te escondo
Até de mim mesmo
Não suporto erros
Limites não vejo
Quero mais os horizontes
Mesmo que falseados
Mesmo de areia fina
Não entendo
Que sem ti, ó fraqueza verdadeira
Eu sou metade
Metade eu,
Aleijada de quem verdadeiramente sou
Eu, minhas fraquezas e franquezas...
Simples criatura
Forte no tempo real
Que fala a verdade...
sexta-feira, outubro 19, 2007
quarta-feira, setembro 19, 2007
quinta-feira, setembro 13, 2007
terça-feira, agosto 14, 2007
Passagem...
Não vejo vantagem em ser egoísta
O que sei é que sou e não nego
E se nego, eu não renego
Basta um dia de olhar próprio
E constatar a volta do sentimento
Que envolve todos os sentidos
É forte, mas posso resistir
Na certeza de um amanhã iluminado
De verdades e algumas sementes
Foi bom deitar e chorar o orgulho
Saiu de mim uma desconfiança negra
De um futuro livre, simples e feliz...
O que sei é que sou e não nego
E se nego, eu não renego
Basta um dia de olhar próprio
E constatar a volta do sentimento
Que envolve todos os sentidos
É forte, mas posso resistir
Na certeza de um amanhã iluminado
De verdades e algumas sementes
Foi bom deitar e chorar o orgulho
Saiu de mim uma desconfiança negra
De um futuro livre, simples e feliz...
domingo, julho 22, 2007
terça-feira, junho 19, 2007
Arrôgancia...
Arrogância
Que me atrai na sua segurança
Te quero tão longe
Que me oprime na sua solidão
Te quero tão perto
quarta-feira, junho 06, 2007
Se é que sou...
Talvez uma abelhaQue bica
Bica
E depois cospe
Bicho preguiça
De barriga
Vermelha
E um pouco de tosse
O que quero é carinho
A todo custo
De vagarinho
Como um musgo
Eu tomo conta do mundo
Faço chantagem
E até invento assunto
Mas feito colagem
Eu não vejo vantagem
De ser tão divido
No primeiro sentido
Busco consolo
Mas rejeito a Graça
Seria perfeito o louco
Ou a dose de cachaça?
Já falei demais
É melhor ler os jornais
Ver quem eu sou
Se é que sou...
terça-feira, maio 29, 2007
Cala-te...
Cala-te imagem
Imperfeita de mim
De nós
De todos nós
E do mundo
Cala-te imagem
Perfeita daquilo
Que me atormenta
E alimenta
O que não é
Cala-te imagem
De um deus pequeno
Triste
Limpo
Imaculado de vida
Cala-te imagem
De Cristo no Castelo
De Maria no hotel
E de Madalena na favela
Cala-te imagem
Do pecado menor
Do orgulho pior
De uma vida amarga
Ou amargurada
Cala-te imagem
Eu não venho de ti
Nossa existência está ligada
Mas totalmente des-ligada
Eu sou diferente
De repente
Um doente
Que precisa de um médico
Que não é vc
Imperfeita de mim
De nós
De todos nós
E do mundo
Cala-te imagem
Perfeita daquilo
Que me atormenta
E alimenta
O que não é
Cala-te imagem
De um deus pequeno
Triste
Limpo
Imaculado de vida
Cala-te imagem
De Cristo no Castelo
De Maria no hotel
E de Madalena na favela
Cala-te imagem
Do pecado menor
Do orgulho pior
De uma vida amarga
Ou amargurada
Cala-te imagem
Eu não venho de ti
Nossa existência está ligada
Mas totalmente des-ligada
Eu sou diferente
De repente
Um doente
Que precisa de um médico
Que não é vc
terça-feira, maio 22, 2007
Ponte...
Pingo, ponte, peixe, velho, ouro, sátira, bucha, mula, perna, mão, cabeça, jacaré, saci, girassol, mato, cana, pulga, rapadura, filé, olho, avestruz, sandália, maxixe, queijo, roça, sonhos, biscoitos, padeiros, colar, sunga, luva, pasta, martelo, sopa, pão, gosto, ulcera, abacate, flores, hortelã, família, balsamo, ponte,Ah, repeti...
sexta-feira, abril 20, 2007
Eu sei de tudo...
Eu conheço alguém que já comeu shampooChorou de frio e caiu de um cavalo
Conheço alguém que já desejou tristeza pra outra pessoa
E hoje não sente mais remorso
Eu me conheço
Eu sei até onde eu consigo ir...
Ou melhor
Sei até onde eu não consigo ir...
Então,
Eu sei de tudo
Ah, se sei...
Sei até que sei de tudo!
Hehehehehehe...
quinta-feira, abril 12, 2007
Outro sono...
Hoje,Eu não vou escovar os dentes!
Hoje,
Eu pequei
Hoje,
E todos os dias
Eu pequei
Hoje,
Eu vou dormir desse jeito...
Sem dar boa noite
Sem camisa
Sem cobertor
Só com minha pele
Arrependida
Ardida
De dor
Hoje,
Eu não vou desligar o computador
Vou entender que o mundo
Me domina
Ainda que eu não queira
Hoje,
Eu não vou sonhar com nada
Nem vou dar faxina
Nos meus pensamentos
Vou ficar calado
Até pegar no sono
Hoje,
Vai ser diferente
Não vou pra cama com a esperança
Totalmente parcial
De ser melhor
Hoje,
Vou fechar os olhos ao lado da certeza
De que amanhã
Terei um diferente amanhã...
Outros ares
Outros perdões
Outros defeitos
Outras descobertas
Outra Graça...
domingo, abril 08, 2007
pequeno poder...
Agora me sinto pequenoMas tão pequeno
Que chego a não me sentir
Parece uma santidade repentina
Uma total ação divina
Um domínio do céu
Peraí!
Passou...
Voltei a me sentir...
Foi só um ensaio
Do que serei
Do que verei
E viverei
Ah...
Nele, eu tudo posso
O que realmente posso!
As outras coisas...
Eu senti que não faziam parte de mim!
Simplesmente...
domingo, abril 01, 2007
Espero aquela dor...
Eu espero pela dorNão aquela que me destrói e espalha meus pedaços
Por lugares tão distantes que não mais os encontro
Espero aquela dor que me faz nada
Que me desconstrói construindo
Aquela dor de existência
Dor de consciência leve
Dor de santidade
De minha imagem revelada
E alterada pela graça
Dor com razão de ser sentida
Dor de dor diminuída
De paz esculpida...
Agora sou poeta...
Acho que agora sou poetaDescobri que as palavras não dizem quase nada
Aprendi a ler o cansaço e o desejo de vida nos espaços dos símbolos
Nas gotículas transpiradas no papel ou na tela do computador
Poeta não sabe ler nem escrever
Poeta só sente, só chora, só vive e, às vezes, dorme.
Poeta não sabe amar
Sabe apenas desejar ciente de que seu desejo
É o mais profundo desejo da humanidade inteira
O poeta não sabe terminar
Ele continua a escrever no branco da vida
Seu lápis é a pobreza de sua alma
É a lágrima que vence o orgulho
Sua inspiração é a própria vida escondia
Numa vida de vontades e paixões que dizem tão pouco
Descobri que agora sou poeta
Contradizendo tudo que entendo sobre o prazer
Já que sofro,
E sou a pessoa mais feliz do mundo...
terça-feira, março 06, 2007
bem desacostumado...
Me acostumei com o malSinto sua falta
No bem não me sinto bem
Me acostumei com o prazer momentâneo
Instantâneo e estranho
Me acostumei com as quedas
Com a preguiça e com o descaso pelo perfeito
O bem se tornou algo distante
Que não quero com tanto ardor
Não acredito no bem
Prefiro a maldade passageira
E a expectativa sem atitudes
Me acostumei com o bem impossível
E o mal tão próximo
Me acostumei comigo mesmo
Na condição insatisfeita e triste
De simplesmente ignorar o Absoluto...
quinta-feira, março 01, 2007
Paz e mais nada...
Quando tudoTão escuro
Obscuro
E entre muros
Jeito forte
Pela morte
Que não dorme
Ou conforme
Com a estrada dura da vida
Com a morada frágil, passageira
Com a cruz de cada dia
E a solidão necessária
Pelo outro
Eu me desmancho em outro
Outro de mim, outro de Ti
Outro de nós
Apenas Deus
Numa sensação de luz
De vazio, de nada
De plenitude e de gratidão
Num convívio torpe
Com o açoite do pecado
Com a maldade da mão
Com a vontade do pé
Estranheza
Esperteza
Tristeza
Fortaleza
Se misturam, se fundem
Se confundem e aparecem
Se maltratam e se suportam
Ah! Isso é o amor
Aquele louco que chora
Que tudo crê e tudo espera
Que não se orgulha
Que se humilha
Que é paz!
Paz
Paz e mais nada...
Paz qu’eu procuro
Tanto sonho
Tanto me calo
E grito por ela
Paz absurdo
Paz inquieta
Paz de angustia
Paz violência
Paradoxo que me sustenta
Me leva a mim mesmo
Me faz meu desejo
Me cobra e não me cobra
Me ama
Me ama, me ama
E me refaz...
Me ama, me ama
E me refaz...
terça-feira, fevereiro 13, 2007
Ilusão e fim...
Ilusão chega ao fimA luta é peso
E eu desejo
Espero
A nego
E a renego
Volto ao começo
Mas eu sempre volto
Quero ir
No vai e vem da força
De quem não desiste
Enfrentar o que é real
Não pelo irreal
Viver a perfeição da tentativa
Da harmonia
Do desassossego
E da eterna aliança
E na esperança esperar
Confiar no abandono
Amar
Ser humilde
Doer, chorar, ganhar e perder
Tudo sei de cor
Só não sei dar nó
Na vontade de não saber
Se eu pudesse te dizer
Tudo que penso
Não pensaria nada disso
Pela vergonha
Pelo orgulho
Pela maldição das minhas ações
Sou um ser errante
Inconstante
Desconfiante
E desconfiado
Maltratado pelo medo
Pela noite
E pela simples brisa
Ah! Como eu queria
Andar de barriga
Não precisar me olhar
É triste demais
Ver que sou
Exatamente o que não sou
Ver que tenho
Muito pouco do que tenho
Ver que choro
Por choro à toa
Pesadelos que criei
E não apaguei
Ah! Como eu queria
Desmanchar um pouquinho que fosse
Daquela mancha horrível
Que está ali
Ver além
Tão além
Que me estacionaria na realidade
E viveria de verdade
terça-feira, janeiro 30, 2007
Me rendo...
É que quando eu não esperoVocê chega e me conquista
Num jeito doentio de amar perfeitamente
Loucura abstrata demais pra minha cabeça
Pousa como uma mosca em prato d’agua
Tateia com certeza do que quer
Tão livre que chega a doer
Você é e não tem jeito
Por mais que eu não mereça
A sua insistência transforma minha vida
E os meus passos já sabem onde querem pisar
quarta-feira, janeiro 17, 2007
sábado, janeiro 13, 2007
Escasso o tempo...
Amanhã é outro diaE já são 1:36h de hoje
A vida parece parada
Gelo seco, tarde sombria
Luz meio longe
Som tão distante
Para que dias nublados?
Eu não entendo
Só sei que o sol brilha
Ah! Como brilha...
Brilha que chega doer
Meu pecado, minha culpa
Minha ausência
Miséria enfeitada de beleza rara
Remédio requerido, medido
Salvação oferecida
e conversão muito lenta
terça-feira, janeiro 09, 2007
PASSO a bola...
Passo a bolaE ela rola
Como nunca antes
havia rolado
Rola num passo
meio apertado
de gente que não quer
perder o tempo
Rola como se soubesse
muito antes de ser bola
a arte da perfeita rolagem
Rola feio bola
verdadeira bola
que só rola assim tão pura
quando eu a passo
Não sei porque
antes eu não a passava
Talvez rolasse em mim mesmo
Nunca esperança cega
de ser uma bola presa e feliz
Mas não sou e não é
Sou gente
Que nasceu pra passar a bola
Sem medo
e aberto a encontrar um sentido
na sua graciosa rolagem
E a bola
Não pensa, não fala e não anda
Apenas vai...
num jeito que chamo rolar
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