segunda-feira, dezembro 31, 2007

Aprendiz...

Fim de ano
Ultimo dia
do tempo
Que estudei

Fui um pouco chão,
mão,
pá e pão

Recebi
Ensinei

Talvez num poeta
Com jeito de profeta

Aprendi que muros
São muito fracos
Para minhas frases poemas

Elas entram nas casas
Pelo coração
E quando é assim
Não há ciência que tire

domingo, dezembro 30, 2007

Céu...

Emoção de desenho infantil
o céu?

sábado, dezembro 29, 2007

Que dia é o seu?

Ontem foi dia de mim
Dia de festa
Cadeia aberta
Riso solto
E memória sarada

Ontem foi dia de mim
Confissão
Um pouco de medo
Luz em penumbra
Mas muita beleza

Ontem foi dia de mim
E hoje também
Amanhã
Depois e depois...

Que dia é o seu?

quinta-feira, dezembro 27, 2007

Engano...

O problema é que pra fazer sentido
O mundo pensa que deve ser entendido...

vazio...

É realmente belo o vazio de nós mesmos
Mas corremos o risco de nos encantar com ele
E esquecer que um vazio muito mais vazio foi que fez...

quarta-feira, dezembro 26, 2007

Nova lei...

Pensando ser paciência
Plantei indiferença
Hoje colho ensinamento
e uma nova chance...

sexta-feira, novembro 16, 2007

Não seja bem-vindo!

Acho que o assunto não foi bem-vindo
Ou talvez eu não tenha sido bem-vindo no assunto

Ah, sei lá...

Acho que o diálogo não é feito de palavras
É feito de vida, vc não acha?

Eu posso falar a noite inteira,
E simplesmente não falar nada...

Ah, sei lá...

Porque as pessoas têm tanto medo de serem elas mesmas?

Ah, sei lá...

O que sei é que o chamado é muito mais profundo...
É pra viver no mundo...
O tempo todo e em todo lugar...

Sei também que a graça me basta!

quinta-feira, outubro 25, 2007

ó doce fraqueza...

Ó doce fraqueza
Verdadeira
De mim
De nós, de todos...

Tanto não falo de ti
Nem falo de nada
Pois ignoro teu saber
Por temer?

Temer o que?

Não te exponho
Eu te escondo
Até de mim mesmo
Não suporto erros

Limites não vejo
Quero mais os horizontes
Mesmo que falseados
Mesmo de areia fina

Não entendo
Que sem ti, ó fraqueza verdadeira
Eu sou metade

Metade eu,
Aleijada de quem verdadeiramente sou
Eu, minhas fraquezas e franquezas...

Simples criatura
Forte no tempo real
Que fala a verdade...

sexta-feira, outubro 19, 2007

Depender...

É uma vontade de dependência
Vivência
Além
Muito além do que se sabe

Buscar o doce do mar
Do beijo simples
Vento e brisa
Eis a diferença

Não mais me perder
Em meus planos
Mas deixar que minha árvore cresça
Rumo à uma luz que ainda se esconde...

quarta-feira, setembro 19, 2007

Ou nada humano...

Livros de mim
Receitas sem fim
Aonde querem chegar?

O que sabem?
O que são?
Podem?

Eu sou melhor do que uma linha
Melhor que um experimento
Eu sou um ser diferente

Diferente de tudo que se pensa
De tudo que se é

Eu sou um filho de Deus
Filho de infinitas opções
Filho de um tudo ou nada humano...

quinta-feira, setembro 13, 2007

Corpo...

Se dói em ti
Dói em mim
Ainda que eu não saiba
Ainda que eu não queira

Todos...

Mais uma vez
Eu errei

Pensei ser dono de mim
Esqueci minhas impossibilidades
Ignorei a verdade

Me deparei com o pecado
Com o meu pecado

De novo
Eu percebi que ele é meu e de todos...

terça-feira, agosto 14, 2007

Passagem...

Não vejo vantagem em ser egoísta
O que sei é que sou e não nego
E se nego, eu não renego

Basta um dia de olhar próprio
E constatar a volta do sentimento
Que envolve todos os sentidos

É forte, mas posso resistir
Na certeza de um amanhã iluminado
De verdades e algumas sementes

Foi bom deitar e chorar o orgulho
Saiu de mim uma desconfiança negra
De um futuro livre, simples e feliz...

domingo, julho 22, 2007

Dor no início da tarde...

Tade,
De tarde
Lá pelas três
.
Dor
Muita dor
Lá pelas quatro
.
Dor de ninguém
Dor de egoísmo
que custa sentimentos alheios
.
Prisão
Inconformada e informada
Que ainda está lá
.
E o coração
Pobre coração
Tinha perdido as esperanças
De se reconhecer miserável
De desejar a graça
.
nada mais!

terça-feira, junho 19, 2007

Arrôgancia...

Arrogância
Que me atrai na sua segurança
Te quero tão longe

Que me oprime na sua solidão
Te quero tão perto

quarta-feira, junho 06, 2007

Frente...

É que quando eu não vou
Ele já foi
E fez tudo que precisava

Atrasou meu tempo
Pra eu pensar
Que esperava...

Se é que sou...

Talvez uma abelha
Que bica
Bica
E depois cospe

Bicho preguiça
De barriga
Vermelha
E um pouco de tosse

O que quero é carinho
A todo custo
De vagarinho

Como um musgo
Eu tomo conta do mundo
Faço chantagem
E até invento assunto

Mas feito colagem
Eu não vejo vantagem
De ser tão divido
No primeiro sentido

Busco consolo
Mas rejeito a Graça
Seria perfeito o louco
Ou a dose de cachaça?

Já falei demais
É melhor ler os jornais
Ver quem eu sou
Se é que sou...

terça-feira, maio 29, 2007

Cala-te...

Cala-te imagem
Imperfeita de mim
De nós
De todos nós
E do mundo

Cala-te imagem
Perfeita daquilo
Que me atormenta
E alimenta
O que não é

Cala-te imagem
De um deus pequeno
Triste
Limpo
Imaculado de vida

Cala-te imagem
De Cristo no Castelo
De Maria no hotel
E de Madalena na favela

Cala-te imagem
Do pecado menor
Do orgulho pior
De uma vida amarga
Ou amargurada

Cala-te imagem
Eu não venho de ti
Nossa existência está ligada
Mas totalmente des-ligada

Eu sou diferente
De repente
Um doente
Que precisa de um médico
Que não é vc

terça-feira, maio 22, 2007

Ponte...

Pingo, ponte, peixe, velho, ouro, sátira, bucha, mula, perna, mão, cabeça, jacaré, saci, girassol, mato, cana, pulga, rapadura, filé, olho, avestruz, sandália, maxixe, queijo, roça, sonhos, biscoitos, padeiros, colar, sunga, luva, pasta, martelo, sopa, pão, gosto, ulcera, abacate, flores, hortelã, família, balsamo, ponte,
Ah, repeti...

sexta-feira, abril 20, 2007

Eu sei de tudo...

Eu conheço alguém que já comeu shampoo
Chorou de frio e caiu de um cavalo

Conheço alguém que já desejou tristeza pra outra pessoa
E hoje não sente mais remorso

Eu me conheço
Eu sei até onde eu consigo ir...
Ou melhor
Sei até onde eu não consigo ir...
Então,
Eu sei de tudo
Ah, se sei...

Sei até que sei de tudo!
Hehehehehehe...

quinta-feira, abril 12, 2007

Outro sono...

Hoje,
Eu não vou escovar os dentes!

Hoje,
Eu pequei

Hoje,
E todos os dias
Eu pequei

Hoje,
Eu vou dormir desse jeito...

Sem dar boa noite
Sem camisa
Sem cobertor

Só com minha pele
Arrependida
Ardida
De dor

Hoje,
Eu não vou desligar o computador
Vou entender que o mundo
Me domina
Ainda que eu não queira

Hoje,
Eu não vou sonhar com nada
Nem vou dar faxina
Nos meus pensamentos

Vou ficar calado
Até pegar no sono

Hoje,
Vai ser diferente
Não vou pra cama com a esperança
Totalmente parcial
De ser melhor

Hoje,
Vou fechar os olhos ao lado da certeza
De que amanhã
Terei um diferente amanhã...

Outros ares
Outros perdões
Outros defeitos
Outras descobertas
Outra Graça...

sono de conversão...

Alguém já dormiu
Sabendo como iria
Acordar
No outro dia?

domingo, abril 08, 2007

pequeno poder...

Agora me sinto pequeno
Mas tão pequeno
Que chego a não me sentir

Parece uma santidade repentina
Uma total ação divina
Um domínio do céu

Peraí!
Passou...
Voltei a me sentir...

Foi só um ensaio
Do que serei
Do que verei
E viverei

Ah...
Nele, eu tudo posso
O que realmente posso!

As outras coisas...
Eu senti que não faziam parte de mim!
Simplesmente...

domingo, abril 01, 2007

Espero aquela dor...

Eu espero pela dor
Não aquela que me destrói e espalha meus pedaços
Por lugares tão distantes que não mais os encontro

Espero aquela dor que me faz nada
Que me desconstrói construindo
Aquela dor de existência
Dor de consciência leve

Dor de santidade
De minha imagem revelada
E alterada pela graça

Dor com razão de ser sentida
Dor de dor diminuída
De paz esculpida...

Agora sou poeta...

Acho que agora sou poeta
Descobri que as palavras não dizem quase nada
Aprendi a ler o cansaço e o desejo de vida nos espaços dos símbolos
Nas gotículas transpiradas no papel ou na tela do computador

Poeta não sabe ler nem escrever
Poeta só sente, só chora, só vive e, às vezes, dorme.

Poeta não sabe amar
Sabe apenas desejar ciente de que seu desejo
É o mais profundo desejo da humanidade inteira

O poeta não sabe terminar
Ele continua a escrever no branco da vida
Seu lápis é a pobreza de sua alma
É a lágrima que vence o orgulho

Sua inspiração é a própria vida escondia
Numa vida de vontades e paixões que dizem tão pouco


Descobri que agora sou poeta
Contradizendo tudo que entendo sobre o prazer
Já que sofro,
E sou a pessoa mais feliz do mundo...

terça-feira, março 06, 2007

bem desacostumado...

Me acostumei com o mal
Sinto sua falta
No bem não me sinto bem

Me acostumei com o prazer momentâneo
Instantâneo e estranho

Me acostumei com as quedas
Com a preguiça e com o descaso pelo perfeito

O bem se tornou algo distante
Que não quero com tanto ardor
Não acredito no bem
Prefiro a maldade passageira
E a expectativa sem atitudes

Me acostumei com o bem impossível
E o mal tão próximo

Me acostumei comigo mesmo
Na condição insatisfeita e triste
De simplesmente ignorar o Absoluto...

quinta-feira, março 01, 2007

Paz e mais nada...

Quando tudo
Tão escuro
Obscuro
E entre muros

Jeito forte
Pela morte
Que não dorme
Ou conforme

Com a estrada dura da vida
Com a morada frágil, passageira
Com a cruz de cada dia
E a solidão necessária

Pelo outro
Eu me desmancho em outro
Outro de mim, outro de Ti
Outro de nós
Apenas Deus

Numa sensação de luz
De vazio, de nada
De plenitude e de gratidão

Num convívio torpe
Com o açoite do pecado
Com a maldade da mão
Com a vontade do pé

Estranheza
Esperteza
Tristeza
Fortaleza

Se misturam, se fundem
Se confundem e aparecem

Se maltratam e se suportam

Ah! Isso é o amor
Aquele louco que chora
Que tudo crê e tudo espera
Que não se orgulha
Que se humilha

Que é paz!
Paz

Paz e mais nada...

Paz qu’eu procuro
Tanto sonho
Tanto me calo
E grito por ela

Paz absurdo
Paz inquieta
Paz de angustia
Paz violência

Paradoxo que me sustenta
Me leva a mim mesmo
Me faz meu desejo
Me cobra e não me cobra
Me ama
Me ama, me ama
E me refaz...

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Fé...

É porque a minha natureza
Suficiente pra se consumir
Pode vencer ela própria

Quanto mais natural
Mais espiritual

formas...

Homem
Ser impaciente
Racional
Pensante
Inteligente
Espiritual
Errante
Amante
Distante
Carne
Sonho
Choro
Cruz
Luz
Amor
E ódio!

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Erros...

Dentre meus erros
Os piores são os que não tento acertar

Ou se tento
Não tento novamente

Ou se tento novamente
Finjo que acertei

A vida...

A vida é meio reta
Meio curva
E meio bola-de-sabão

Quase fracasso...

Mil vezes
Digo agora
Tão poucas
Faço a hora

Eu sou pra ser
Ou pra querer?

Pra viver
Ou pra prever?

Pra sentir
Ou pra fugir?

Pra negar
Ou para amar?

O fracasso me persegue
Mas eu também o persigo
Com minhas mãos frouxas
E meu olhar vazio

Ânimo!
Cadê? Onde? Porque?
Tudo escuro
Ou melhor
Quase tudo

Ilusão e fim...

Ilusão chega ao fim

A luta é peso
E eu desejo

Espero
A nego
E a renego

Volto ao começo
Mas eu sempre volto

Quero ir
No vai e vem da força
De quem não desiste
Enfrentar o que é real
Não pelo irreal

Viver a perfeição da tentativa
Da harmonia
Do desassossego
E da eterna aliança

E na esperança esperar
Confiar no abandono
Amar
Ser humilde

Doer, chorar, ganhar e perder
Tudo sei de cor
Só não sei dar nó
Na vontade de não saber

Se eu pudesse te dizer
Tudo que penso
Não pensaria nada disso

Pela vergonha
Pelo orgulho
Pela maldição das minhas ações

Sou um ser errante
Inconstante
Desconfiante
E desconfiado

Maltratado pelo medo
Pela noite
E pela simples brisa

Ah! Como eu queria
Andar de barriga
Não precisar me olhar

É triste demais
Ver que sou
Exatamente o que não sou

Ver que tenho
Muito pouco do que tenho

Ver que choro
Por choro à toa
Pesadelos que criei
E não apaguei

Ah! Como eu queria
Desmanchar um pouquinho que fosse
Daquela mancha horrível
Que está ali

Ver além
Tão além
Que me estacionaria na realidade
E viveria de verdade

terça-feira, janeiro 30, 2007

Me rendo...

É que quando eu não espero
Você chega e me conquista
Num jeito doentio de amar perfeitamente
Loucura abstrata demais pra minha cabeça

Pousa como uma mosca em prato d’agua
Tateia com certeza do que quer
Tão livre que chega a doer

Você é e não tem jeito
Por mais que eu não mereça
A sua insistência transforma minha vida
E os meus passos já sabem onde querem pisar

arte...

A arte não é assim!
é mais de nãos
...

Rabisco...

Já é tarde
Escura
Tipo noite
Sem brilho
Sem riso
Sem mão
Sem chá

Já é tarde
Pra olhar
Sonhar
Com o que foi
Se virá
Hoje

Já é tarde
Sou seu
És meu
rabisco
E vivo

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Isso é morte...

Meu avô morreu!
Estranho...
Mas parece que ele
Tá mais vivo do que eu

É uma sensação de esperdício
Vida parada, estacionada
Que busca o amanhã e nada mais...

Isso é sono ou é o que?
Isso é morte...

sábado, janeiro 13, 2007

Escasso o tempo...

Amanhã é outro dia
E já são 1:36h de hoje

A vida parece parada
Gelo seco, tarde sombria
Luz meio longe
Som tão distante

Para que dias nublados?

Eu não entendo
Só sei que o sol brilha
Ah! Como brilha...

Brilha que chega doer
Meu pecado, minha culpa
Minha ausência

Miséria enfeitada de beleza rara
Remédio requerido, medido
Salvação oferecida
e conversão muito lenta

terça-feira, janeiro 09, 2007

PASSO a bola...

Passo a bola
E ela rola
Como nunca antes
havia rolado

Rola num passo
meio apertado
de gente que não quer
perder o tempo

Rola como se soubesse
muito antes de ser bola
a arte da perfeita rolagem

Rola feio bola
verdadeira bola
que só rola assim tão pura
quando eu a passo

Não sei porque
antes eu não a passava

Talvez rolasse em mim mesmo
Nunca esperança cega
de ser uma bola presa e feliz

Mas não sou e não é

Sou gente
Que nasceu pra passar a bola
Sem medo
e aberto a encontrar um sentido
na sua graciosa rolagem

E a bola
Não pensa, não fala e não anda
Apenas vai...
num jeito que chamo rolar