quinta-feira, janeiro 03, 2008

A morte da poesia...

Hoje eu acordei
Sem vontade de dormir
Parece que meus gritos
Calaram

Um negócio estranho...

A palavra shopping
Não me causa mais arrepio
É normal!

Meu travesseiro
Está tão duro

Cortinas claras
Ásperos calçados

Agora tem
Agora vejo
Tem um bilhete
Pregado no meu olho

Mataram-me?
Como assim?

É...
Assassinaram minha alma
Meus sonhos, senso
Gostos

Acabaram
Com as rosas, a beleza
A saudade

Não existe mais remédios
Médicos então, já eram
Era da perfeição

É...
Destruíram meu coração
De madrugada
Sem que eu percebesse

Como conseguiram?

Uma ciência nova que inventaram
Mas o que é que tem?

Um comentário:

Ellen Veloso disse...

É interessante sua poesia: cheia de questionamentos, como a própria vida ansiosa por respostas concretas ou... verdadeiramente sentidas!