quinta-feira, março 01, 2007

Paz e mais nada...

Quando tudo
Tão escuro
Obscuro
E entre muros

Jeito forte
Pela morte
Que não dorme
Ou conforme

Com a estrada dura da vida
Com a morada frágil, passageira
Com a cruz de cada dia
E a solidão necessária

Pelo outro
Eu me desmancho em outro
Outro de mim, outro de Ti
Outro de nós
Apenas Deus

Numa sensação de luz
De vazio, de nada
De plenitude e de gratidão

Num convívio torpe
Com o açoite do pecado
Com a maldade da mão
Com a vontade do pé

Estranheza
Esperteza
Tristeza
Fortaleza

Se misturam, se fundem
Se confundem e aparecem

Se maltratam e se suportam

Ah! Isso é o amor
Aquele louco que chora
Que tudo crê e tudo espera
Que não se orgulha
Que se humilha

Que é paz!
Paz

Paz e mais nada...

Paz qu’eu procuro
Tanto sonho
Tanto me calo
E grito por ela

Paz absurdo
Paz inquieta
Paz de angustia
Paz violência

Paradoxo que me sustenta
Me leva a mim mesmo
Me faz meu desejo
Me cobra e não me cobra
Me ama
Me ama, me ama
E me refaz...

Nenhum comentário: