Quando tudoTão escuro
Obscuro
E entre muros
Jeito forte
Pela morte
Que não dorme
Ou conforme
Com a estrada dura da vida
Com a morada frágil, passageira
Com a cruz de cada dia
E a solidão necessária
Pelo outro
Eu me desmancho em outro
Outro de mim, outro de Ti
Outro de nós
Apenas Deus
Numa sensação de luz
De vazio, de nada
De plenitude e de gratidão
Num convívio torpe
Com o açoite do pecado
Com a maldade da mão
Com a vontade do pé
Estranheza
Esperteza
Tristeza
Fortaleza
Se misturam, se fundem
Se confundem e aparecem
Se maltratam e se suportam
Ah! Isso é o amor
Aquele louco que chora
Que tudo crê e tudo espera
Que não se orgulha
Que se humilha
Que é paz!
Paz
Paz e mais nada...
Paz qu’eu procuro
Tanto sonho
Tanto me calo
E grito por ela
Paz absurdo
Paz inquieta
Paz de angustia
Paz violência
Paradoxo que me sustenta
Me leva a mim mesmo
Me faz meu desejo
Me cobra e não me cobra
Me ama
Me ama, me ama
E me refaz...
Me ama, me ama
E me refaz...
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